Passei o dia de molho na cama. Fiz sopa. Vomitei sopa. Fiz chá. Vomitei chá...
E assim passei meu dia, de estomago vazio, não sobrou nem sulco gástrico.
Não consigo levantar da cama por que fica tudo escuro e rodando. Só saí do meu quarto pra vomitar e pra tomar banho.
Nessas horas que a gente entra em desespero e quer a casinha da gente. quero minha cama, minha tevê, minha mãe, sopa de legumes que nem tem gosto de legumes que ela sempre faz quando eu to doente.
To com saudade de purê de batatas com molho de carne moída, arroz e feijão, picanha, macarrão da mamis...
Tem hora que bate a saudade, e junto com ela o arrependimento. Se eu pelo menos voltasse no tempo e tivesse escolhido o programa de 6 meses, estaria indo para casa a uma hora dessas... Passaria o natal e o ano novo ao lado de gente que eu amo muito.
Mas é a vida... Se não houver sacrifícios, não tem graça!
Valor.
Foi a maior lição tirada dessa viagem. Valor pra mamãe e papai, que estarão sempre alí pro que precisar. Valor pro namorado, que me respeita e me ama mesmo a quilómetros e quilómetros de distância. Valor para os meus amigos, que me divertem SEMPRE. Americano é um povinho muito apagado.
Afinal, dou valor para tudo o que eu sempre tive comigo e nunca percebi que era tão maravilhoso, desde a minha família até uma simples paçoquinha.
Também dou valor para tudo o que estou experimentando aqui. A experiencia de estudar e conhecer um país de primeiro mundo com os olhos de quase-morador é incrível. Nunca imaginei que um dia eu fizesse isso. Foi exatamente por isso que eu ainda não desisti e não peguei o primeiro vôo para guarulhos.
Desistir é para fracos, e eu sou forte. Sempre fui.
Lutei. batalhei. Mereço estar aqui. dói. dói demais, mas vou até o fim com isso, senão, é arrependimento na certa.
Só queria desabafar.
Quando a gente fica doente a gente fica carente, querendo colo.
Nem tudo são flores. A vida tem espinhos também.
Amo a todos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário